Cerveja Guiness: tudo sobre um ícone irlandês

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As origens do whisky são cobertas por mistérios. Teria o destilado nascido na Escócia ou na Irlanda? Polêmicas à parte, se não há uma resposta definitiva para a questão, os Irlandeses têm outro patrimônio para chamar de seu – e, esse, sem polêmicas quanto às suas raízes: a cerveja Guinness, uma das mais populares do planeta e um símbolo da Irlanda.

A associação da cerveja com o país é fundamentada em muita história – com pouco mais de 250 anos. Foi em 1759 que Arthur Guinness tomou a iniciativa de arrendar a St. Jame’s Gate Brewery, em Dublin, para produzir sua própria cerveja. Dá para afirmar que Arthur estava bem seguro do seu empreendimento, pois o então empresário firmou um contrato de aluguel com duração de 9.000 anos – sim, nove mil! – ao custo de 45 libras por ano.

A princípio, Arthur se envolveu com a produção de uma cerveja tipo Ale em seu espaço. Contudo, não demorou muito até que a cervejaria passasse a fermentar um novo estilo, a Porter. Inventada em Londres no início do século 18, esse tipo se diferenciava por sua cor escura, graças ao uso de malte torrado na fermentação. Entre os vários rótulos de Porter produzidos por Arthur, um deles segue no mercado até hoje sob o nome Guinness Foreign Extra Stout, sucesso que corresponde a quase 50% das vendas da marca no exterior.

Os sucessores da cerveja Guinness


Arthur criou uma dinastia cervejeira de respeito. Com sua morte em 1803, o filho Arthur Guinness II assumiu o controle da empresa, e a sucessão familiar seguiu por mais cinco gerações. Cada descendente deixou sua marca na história da cerveja. Sob a liderança de Edward Cecil, neto de Arthur Guinness II, a empresa tornou-se a maior cervejaria do planeta em meados do século 19. Tamanho sucesso fez com que a Guinness abrisse o seu capital na Bolsa de Valores de Londres, algo até então inédito para uma empresa do ramo.

Dois séculos e meio depois, em 1997, a empresa fundada por Arthur Guinness finalizou o processo de fusão com o conglomerado inglês Grand Metropolitan para dar origem à Diageo, uma das maiores companhias de bebidas do planeta. Smirnoff, Johnnie Walker e Guinness, para ficar em poucos rótulos que estão em bares mundo afora, são parte da mesma família.

O Chopp Guinness


Além do sabor, cor e aroma únicos, a cerveja Guinness também tem um atributo muito particular: um colarinho cremoso. Os avanços tecnológicos na St. Jame’s Gate Brewery, ainda em atividade e um dos grandes pontos turísticos de Dublin, fizeram com que a marca lançasse em 1959 a Guinness em versão chopp, extraída a partir de um sistema de pressão inovador que resulta em um colarinho sem igual. Em 1988, uma versão em lata replicou a mesma característica graças a uma cápsula de nitrogênio na embalagem.

Seja em lata, seja em chopp, seja em garrafa, a Guinness Stout, uma evolução da Porter produzida por Arthur no começo de tudo, é um sucesso global. Hoje, o rótulo é vendido em mais de 150 países, com um consumo diário de 10 milhões de copos ao redor do mundo!

Guinness x Drinks


Drinks com cerveja? Sim! E dá para envolver a Guinness em algumas receitas. Mais do que isso: a cerveja faz parte de um dos coquetéis mais antigos da história, o Black Velvet. Conta-se que a receita surgiu em 1861 em decorrência da morte do príncipe Albert, marido da rainha britânica Vitória. Com o acontecimento, um funcionário do Brook’s Club, um dos mais exclusivos de Londres, sugeriu que até o champanhe da casa fosse tomado pela seriedade da situação. Foi então que surgiu a ideia de misturá-lo com algo preto (a cor relacionada ao luto) – ou seja, Guinness!

O resultado foi tão bem recebido que o Black Velvet entrou para a história. Sabe o melhor de tudo? O drink é muito simples de ser feito, e tem tudo para entrar no seu cardápio!

Black Velvet (graduação alcoólica: 4 g)


60 ml de cerveja Guinness
Vinho espumante

Em uma taça do tipo flute, adicione a cerveja e finalize com o espumante

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