Ketel One: a história da vodka que nasceu onde estãos as raízes do gin

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Todo país tem aquela bebida pela qual é conhecido no mundo inteiro. A cachaça é nossa, enquanto o champanhe e o conhaque tem raízes na França; já Irlanda e a Escócia dividem o título de criadores e inventores do whisky. A Holanda, por sua vez, é a terra do genever, o destilado considerado o avô do gin (que, por sua vez, ganhou fama global a partir da Inglaterra) e também de um rótulo pouco associado aos Países Baixos: a vodka Ketel One.

Nascer no berço do genever é uma particularidade de Ketel One, mas o DNA holandês divide espaço com um certo sotaque americano no registro da vodka. Uma sinergia transatlântica que, embora não tão antiga assim, é apenas o ápice de uma história que vem desde o século 17, graças a um certo holandês chamado Joannes Nolet.
 

Ketel One: uma vodka made in Holanda

A Ketel One é produzida em Schiedam, na destilaria Nolet. O nome da produtora vem do seu fundador, Joannes, que estabeleceu o negócio em 1691 para dar um toque autoral ao genever, destilado no qual o zimbro é o principal responsável pelo sabor. O espaço segue produzindo rótulos de genever, mas conta com a vodka entre as joias de seu portfólio.

Não foi ideia de Joannes dar início a Ketel One. Na verdade, o rótulo só foi introduzido na linha de produção da Nolet alguns anos depois – ou melhor, séculos depois. Na década de 1980, Carolus Nolet, representante da 10ª geração que assumiu os negócios da família poucos anos antes, entendeu que a vodka era a bebida do momento no maior mercado consumidor do mundo, os Estados Unidos. A destilaria não poderia perder a oportunidade.
 

O Ketel fundamental 

Em 1983, a Ketel One era lançada nos EUA e a Nolet estava de volta à América – sim, aquilo era uma espécie de retorno para a família. A destilaria chegou a se estabelecer no país em 1902, com direito à construção de uma fábrica inspirada na original de Schiedam, mas com a implementação da Lei Seca, em 1920, os negócios foram interrompidos e encerrados.

Carolus buscou nos diários de Joannes as bases da receita que resultaria em Ketel One. O fator ‘história’ conta muito no rótulo. O nome, inclusive, vem do Distilleerketel #1, o alambique de cobre mais antigo da destilaria, alimentado a carvão e até hoje utilizado na produção da vodka. Ketel nada mais quer dizer do que alambique, em holandês.

O grande trunfo de Carolus foi equilibrar tradição e modernidade na fórmula. A Ketel One é produzida a partir de um singular processo que mistura dois tipos de destilação: uma feita através do alambique de cobre e também em sofisticados destiladores de coluna. A receita, que resulta em uma bebida sedosa e suave, até hoje tem o dedo dos Nolet: apenas levas de vodka experimentadas e aprovadas por um membro da família podem ser engarrafadas.
 

Da Holanda para o mundo

Para além da Holanda e dos Estados Unidos, hoje a Ketel One chega a bares e casas em diversos lugares do mundo. Embora siga sendo produzida em Schiedam e continue sob a batuta da família Nolet, a vodka é, desde 2008, parte de um acordo conjunto entre a destilaria e a Diageo, que expandiu o alcance do rótulo e o trouxe até o Brasil.

Então, saiba que a cada gole de Ketel One, seja em estado puro ou em um coquetel (ou até mesmo na versão Citroen, saborizada a partir dos óleos essenciais de limões), você está degustando um líquido nascido em um ambiente com história – 328 anos, mais exatamente.

Proost – ou saúde, como dizem os holandeses! 
 
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