Use a cachaça envelhecida na caipirinha e esqueça a branquinha

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Limão, gelo, açúcar e cachaça. A fórmula da Caipirinha é tombada por decreto, mas suas variações existem por todo o Brasil – seja em versões com frutas diferentes ou com bebidas alcoólicas distintas, como bem prova a sempre querida Caipiroska. Entretanto, dá pra manter a tradição desse patrimônio brasileiro como prevê a Lei e, inegavelmente, ir além do básico.

Seja em casa, no churrasco, no bar ou no restaurante, perceba: qual é a cachaça utilizada na produção do coquetel? É muito provável que a resposta de cada um seja diferente no que diz respeito ao termo, mas o conteúdo é sempre o mesmo: cachaça branca, nova, prata, tradicional. Ou, em outras palavras, aquela que não passou por barris ou não pegou a cor da madeira durante o processo de envelhecimento – a famosa amarelinha ou cachaça ouro.

Usar a cachaça envelhecida na sua caipirinha pode render ótimos drinks, mas alguns cuidados são necessários. As coisas se tornam ligeiramente mais complexas, mas os resultados sempre valem a pena. Pode perguntar para quem provar para comprovar!

Madeiras e sabores: desmistificando a cachaça

“Somos um país tropical e fresco, por isso é importante usar uma cachaça bem equilibrada e neutra”, comenta Stephanie Marinkovic, bar manager do Mena Gastrobar, em São Paulo, inegavelmente uma expert no assunto. “Mas uma versão de caipirinha com cachaça envelhecida fica ótima também”.

Entender os efeitos da madeira e do período de envelhecimento sobre a cachaça, afinal, é o segredo para criar combinações adequadas para a caipirinha. Atualmente são usadas mais de 20 tipos de madeiras diferentes para a maturação da bebida, uma riqueza que só o processo de produção de cachaça permite no mundo das bebidas.

Dentre os tipos de madeira mais comuns para barris, estão o bálsamo, que empresta notas de especiarías e sabores amadeirados à cachaça, e o carvalho, que contribui com notas de baunilha e, por tabela, amacia a bebida e deixa certo dulçor – algo próximo da castanheira, considerada por muitos a versão brasileira do carvalho. O tempo de envelhecimento contribui para ressaltar ou, da mesma forma, minimizar algumas das características da cachaça e das madeiras.

Cachaças mais suaves e com tons mais adocicados certamente se saem melhor em caipirinhas com menos açúcar. Outras, mais adstringentes e robustas, pedem um uso mais acentuado do açúcar – ou da exploração das frutas de outras formas. “Em um coquetel com cachaça envelhecida em carvalho, posso usar um xarope de amora ou uma espuma de caju”, sugere Stephanie. “Tenho as frutas, porém sem ‘poluição’ no coquetel. Gosto de texturas!”.

Twist na Tradição da cachaça

No fim, claro, a melhor regra para a elaboração da sua caipirinha é o seu paladar. Então não há limitações para o uso de açúcar o para o tipo de cachaça escolhida, e tampouco para as frutas. O importante é a fórmula seja aquela que agrade a você e todos ao seu redor. Afinal, se o drink não tiver o propósito de agregar, é porque há algo muito errado na sua fórmula.

Mas que tal dar um twist na fórmula básica da caipirinha? A princípio, use apenas os ingredientes chaves da receita tradicional, entretanto fuja do senso-comum. Afinal, se a cachaça pode ir além da popular ‘branquinha’, porque impor limites na forma do açúcar e no tipo do limão? Com toda a certeza, o resultado será surpreendente para você e, portanto, para quem estiver ao seu lado na celebração.

Caipirinha Três Limões

60 ml de cachaça Ypióca 5 Chaves
½ limão taiti
½ limão siciliano
½ limão cravo
30 ml de xarope de açúcar

(graduação alcoólica: 18,4g)

Primeiramente, em um copo tipo Old Fashioned, coloque os limões cortados em rodelas e o xarope de açúcar; macere os limões e acrescente a cachaça; complete com gelo e conforme o fizer, mexa até esfriar. Aliás, chegou a hora de convocar o pessoal para a próxima comemoração, não é? Vale tudo, desde que todo mundo acerte na dose e se divirta com segurança. Boa curtição!

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